Café de Flore - Paris

sexta-feira, 6 de março de 2020

A Lisboa de Fernando Pessoa.


A Brasileira

Chapéu, óculos redondos, bigode em triângulo. Eis o esboço simples do mais complexo poeta que Lisboa pariu. Era Junho de 1888 e sob o signo de Gémeos (só podia) nasceu Fernando.
Nunca saberemos ao certo quantas pessoas viviam no Pessoa (além dos poetas heterónimos) mas sabemos exatamente onde viveram todos juntos, quando o Chiado ainda não sabia falar inglês.

Mas Fernando já falava e o futuro era com ele, em 1925 escreve em inglês, “Lisboa, o que o turista deve ver”. O que Pessoa não sabia era que o que o turista mais queria era vê-lo a ele a rimar com Lisboa.

Pessoa passou-bem na Brasileira, alargou o Largo do São Carlos, eletrificou o 28, arrebitou-se nos botequins, fumou nas tabacarias, empinocou-se nas barbearias, pensou-se e discutiu-se nos cafés e ficou-se pelo Mosteiro dos Jerónimos.


Uma vida genialmente desassossegada, tatuada entre a casa em Campo de Ourique e aquela mesa solitária no Martinho da Arcada.




https://lisboasecreta.co/a-lisboa-de-fernando-pessoa/

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