... á espera do Inverno.
Café de Flore - Paris
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
sábado, 9 de novembro de 2019
Consumo de cafeína protege as células da retina.

Quem o diz é um estudo realizado por investigadores das Universidades de Coimbra (UC) e de Bona (Alemanha).
O consumo de cafeína, em doses equivalentes a 2/3 cafés por dia, protege as células da retina.
Estas conclusões são super importantes pois abrem caminho para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para o tratamento de doenças da visão associadas a episódios isquémicos como a retinopatia diabética e o glaucoma, duas das principais causas de cegueira a nível mundial.
http://noticias.uc.pt/multimedia/videos/estudo-revela-que-a-cafeina-e-eficaz-no-tratamento-de-doencas-da-visao-associadas-episodios-isquemicos-da-retina/
terça-feira, 5 de novembro de 2019
A brisa e um beijo
"A brisa é agradável...
Os pensamentos são muitos...
O aroma a café é intenso...
Hoje o meu café estava com gosto do teu beijo...
Fez-me voar para longe... bem longe..."
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
domingo, 27 de outubro de 2019
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
terça-feira, 22 de outubro de 2019
Frente a una taza de café....
"Frente a una taza con café se piensa, pero también se discute, se recuerda o se argumenta. Frente a la taza con café se columbra, se reflexiona, se sueña, se imagina, se escribe, se conversa, se enamora, se seduce, se rompe, se reconcilia, se halaga, se sugiere, se invita… Y el café, el misterioso café escucha, profetiza, atestigua, aconseja, da fe, observa, asiente, se ruboriza…”
Gustavo Máynez Tenorio
domingo, 20 de outubro de 2019
sexta-feira, 18 de outubro de 2019
quarta-feira, 16 de outubro de 2019
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
sábado, 12 de outubro de 2019
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
segunda-feira, 30 de setembro de 2019
quarta-feira, 25 de setembro de 2019
sábado, 21 de setembro de 2019
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
Portugal - Das tabernas aos cafés.
" Venda de café em Lisboa.
Foi apenas no início do século XVIII
que chegaram ao nosso país as influências francesas no que diz respeito a novas formas e locais de sociabilidade, embora entre nós o convívio em locais públicos sempre tenha passado pela interação entre diferentes classes sociais. Em botequins, tabernas ou tabolagens bebia-se muito álcool, discutia-se, lutava--se, tocava-se e, sobretudo, jogava-se. Nesses antros, a paixão pelo jogo – qualquer tipo de jogo – juntava desde marginais a nobres, apesar de a lei ser bem clara no Regimento dos Taberneiros de 1797: «Nenhum taberneiro consentirá nas suas tabernas qualidade alguma de jogo às pessoas que a elas forem comer; e muito menos aos criados de servir e escravos.»19 Consta ainda deste regimento a proibição de «ajuntamentos de mulheres dos quais possam resultar as desordens que são próprias de quem frequenta similares casas». Da redação deste regimento infere-se que o ambiente das tabernas e tavolagens, ou tabolagens, deixava bastante a desejar, sendo frequentes as rixas que começavam dentro e extravasavam para a rua. Os cafés, enquanto espaços públicos das novas formas de sociabilização, chegaram a Portugal mais tarde do que à maioria dos países europeus, sobretudo no que diz respeito ao ambiente de trocas intelectuais que os caracterizavam em França ou em Inglaterra. Tinop desconsidera os primeiros estabelecimentos, afirmando que «entre nós, os cafés têm sido apenas umas vezes a cópia grotesca, caricatural, outras vezes a fotografia pessimamente retocada dos lá de Portugal From taverns to cafés Por altura do aparecimento dos primeiros cafés em Portugal, estava ultrapassada a moda do orientalismo no resto da Europa, e o negócio concentrava-se na mão dos italianos. As limonadas e a «neve» eram as maiores atrações dos cafés e, ao contrário de França ou de Inglaterra, bebia-se bastante chá até aos finais do século xviii. Até sob o ponto de vista literário, poucas são as referências ao café-bebida. Uma das épocas áureas da vida dos nossos cafés foram os anos das guerras liberais, os que as precederam e se lhe seguiram, e ainda os anos de viragem do século xix para o século xx, com o fim da Monarquia e a implantação da República. Segue-se uma história abreviada dos principais estabelecimentos dos séculos xviii e xix. Tabolagem «É tomado do castelhano tablaje, que é casa de jogo. Na ordenação chamam-se tabolagens às casas de jogos proibidos. Dar tabolagem é dar em sua casa naipes, dados e outras coisas concernentes ao jogo. [...] El-rei D. João II mandou queimar a casa de tabolagem, qual pagode, aonde em semelhanças de idolatria se viram obedecidos e festejados por oráculos da sorte, por efígies da Fortuna...» Padre Rafael Bluteau, fora»20, em parte devido à apertada censura da Real Mesa Censória e ao zelo da Intendência-geral da Polícia. Quando os cafés finalmente chegaram gerou-se alguma confusão com o conceito de botequim. Este, segundo o Dicionário de História de Portugal, é uma loja onde se servem vários tipos de bebidas21. A sua raiz será a mesma da bodega espanhola e terá dado origem ao boteco brasileiro, locais onde se consomem bebidas alcoólicas e comidas. Assim foram também os cafés entre nós: além de chá e café, sempre neles se serviu álcool «fino», deixando para as tabernas o tradicional vinho barato a copo. Os primeiros botequins de Lisboa terão sido as casas Rosa e Madama Spencer, ambas na antiga Rua Nova (Rua dos Capelistas) e anteriores ao Terramoto. A maior concentração destes estabelecimentos situava-se no Largo do Regedor e em São Roque."
Fátima Moura
Obra: Conversas de Café
.
Foi apenas no início do século XVIII
que chegaram ao nosso país as influências francesas no que diz respeito a novas formas e locais de sociabilidade, embora entre nós o convívio em locais públicos sempre tenha passado pela interação entre diferentes classes sociais. Em botequins, tabernas ou tabolagens bebia-se muito álcool, discutia-se, lutava--se, tocava-se e, sobretudo, jogava-se. Nesses antros, a paixão pelo jogo – qualquer tipo de jogo – juntava desde marginais a nobres, apesar de a lei ser bem clara no Regimento dos Taberneiros de 1797: «Nenhum taberneiro consentirá nas suas tabernas qualidade alguma de jogo às pessoas que a elas forem comer; e muito menos aos criados de servir e escravos.»19 Consta ainda deste regimento a proibição de «ajuntamentos de mulheres dos quais possam resultar as desordens que são próprias de quem frequenta similares casas». Da redação deste regimento infere-se que o ambiente das tabernas e tavolagens, ou tabolagens, deixava bastante a desejar, sendo frequentes as rixas que começavam dentro e extravasavam para a rua. Os cafés, enquanto espaços públicos das novas formas de sociabilização, chegaram a Portugal mais tarde do que à maioria dos países europeus, sobretudo no que diz respeito ao ambiente de trocas intelectuais que os caracterizavam em França ou em Inglaterra. Tinop desconsidera os primeiros estabelecimentos, afirmando que «entre nós, os cafés têm sido apenas umas vezes a cópia grotesca, caricatural, outras vezes a fotografia pessimamente retocada dos lá de Portugal From taverns to cafés Por altura do aparecimento dos primeiros cafés em Portugal, estava ultrapassada a moda do orientalismo no resto da Europa, e o negócio concentrava-se na mão dos italianos. As limonadas e a «neve» eram as maiores atrações dos cafés e, ao contrário de França ou de Inglaterra, bebia-se bastante chá até aos finais do século xviii. Até sob o ponto de vista literário, poucas são as referências ao café-bebida. Uma das épocas áureas da vida dos nossos cafés foram os anos das guerras liberais, os que as precederam e se lhe seguiram, e ainda os anos de viragem do século xix para o século xx, com o fim da Monarquia e a implantação da República. Segue-se uma história abreviada dos principais estabelecimentos dos séculos xviii e xix. Tabolagem «É tomado do castelhano tablaje, que é casa de jogo. Na ordenação chamam-se tabolagens às casas de jogos proibidos. Dar tabolagem é dar em sua casa naipes, dados e outras coisas concernentes ao jogo. [...] El-rei D. João II mandou queimar a casa de tabolagem, qual pagode, aonde em semelhanças de idolatria se viram obedecidos e festejados por oráculos da sorte, por efígies da Fortuna...» Padre Rafael Bluteau, fora»20, em parte devido à apertada censura da Real Mesa Censória e ao zelo da Intendência-geral da Polícia. Quando os cafés finalmente chegaram gerou-se alguma confusão com o conceito de botequim. Este, segundo o Dicionário de História de Portugal, é uma loja onde se servem vários tipos de bebidas21. A sua raiz será a mesma da bodega espanhola e terá dado origem ao boteco brasileiro, locais onde se consomem bebidas alcoólicas e comidas. Assim foram também os cafés entre nós: além de chá e café, sempre neles se serviu álcool «fino», deixando para as tabernas o tradicional vinho barato a copo. Os primeiros botequins de Lisboa terão sido as casas Rosa e Madama Spencer, ambas na antiga Rua Nova (Rua dos Capelistas) e anteriores ao Terramoto. A maior concentração destes estabelecimentos situava-se no Largo do Regedor e em São Roque."
Fátima Moura
Obra: Conversas de Café
.
sábado, 7 de setembro de 2019
Á procura do melhor café do mundo...
JAMAICA, CARAÍBAS – Na procura do melhor café do mundo, descobrimos as Montanhas Azuis. O resultado é um aroma floral, denso em sabor e acidez suave. O melhor café é mais do que sabor e aroma intensos. O respeito pela natureza e pela humanidade aparece em cada chávena de café. É uma interpretação literal da geografia e da cultura da Jamaica. As Montanhas Azuis celebram a paisagem e névoa azul onde este café é cultivado...
Ler mais aqui:
http://visao.sapo.pt/nos-la-fora/2019-09-06-A-procura-do-melhor-cafe-do-mundo
terça-feira, 27 de agosto de 2019
segunda-feira, 26 de agosto de 2019
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Cafés há muitos...
Cafés há muitos: expresso, de filtro, descafeinado, caseiro, de máquina e muitos outros. Aprenda a escolher o melhor para si.
Antes de mais, convém definir o que que pode ser considerado como um “bom café”. Assim sendo, a dra. Cláudia Pimentel, secretária-geral da Associação Industrial e Comercial do Café (AICC), define um bom café expresso como “uma bebida quente obtida numa máquina de café expresso a partir de um lote de café torrado. Esta bebida caracteriza-se pela complexidade aromática, suave acidez, corpo acentuado e uma camada de creme cor de avelã que o torna denso, suave e persistente”. Ao beber o próximo café, certifique-se de que lhe deixa na boca um sabor agradável e que persiste no palato por alguns minutos. Este é o segredo de um bom café expresso!
QUAL É A MEDIDA IDEAL POR DIA?
Lançamos-lhe um pequeno desafio: quantos cafés bebe por dia? Se forem mais de quatro está a exagerar. Segundo a dra. Lillian Barros, nutricionista clínica do Hospital Lusíadas Albufeira, no Algarve, “beber entre três a quatro chávenas de café por dia é a recomendação para uma dieta saudável e equilibrada”. A razão é simples: “Esta dosagem não causa efeitos adversos para a maioria dos adultos saudáveis e traz benefícios terapêuticos”. Se é
É UMA PESSOA SENSÍVEL À CAFEÍNA?
Então as doses excessivas podem causar ansiedade, insónias e irritação, por isso “limite a dose diária de cafeína para 200-300 mg, ou seja, algo como duas chávenas (80-100 mg) diárias de café”, indica a nutricionista. Apesar dos benefícios presentes no café, o dr. Vasco Alves Dias, cardiologista do Hospital Lusíadas Porto, não recomenda a alguém que não consuma café que comece a fazê-lo, “da mesma forma que também não proíbo ou aconselho o abandono a quem o faça de forma moderada – até três cafés por dia -, estendendo este conselho a pessoas com problemas cardiovasculares”. Como em tudo na vida, o segredo passa pela moderação e em termos de café, resume-se a dois ou três cafés por dia.
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
O café do triângulo
Histórias há muitas com café e em cafés, muitas haverá. A minha é pessoal e transmissível, porventura comum a muitos portugueses.
Desde pequena, ao colo e depois pela mão do meu pai, que ir ao café era um momento bom: os cheiros do café a ser moído, juntamente com o do tabaco de cachimbo, da aguardente velhíssima, do pão acabado de sair do forno, dos pastéis e do papel de jornal e, com alguma sorte, de um chocolate que me era dado, perduram até hoje na minha colecção de memórias boas. Ir ao café era, para mim, ir ao Café Anadia, bem no centro da praça do município com o mesmo nome. Ponto de encontro dos homens que jogavam às cartas ou às damas e conversavam de futebol ou de temas graves e sérios que eu não entendia, das senhoras que falavam de modas e cantores, da última novidade da televisão ou teciam histórias com personagens da terra. Era onde se registava o Totobola e se comprava a Lotaria. Era onde se sabia da vida que acontecia nos meandros da vila e arredores…
E o café era o do triângulo. Eu ainda não sabia o que eram triângulos, mas a imagem ficou gravada na minha cabeça como o símbolo de café, bom café, que eu sempre quis provar, roubando à socapa a colherinha para aproveitar o restinho de açúcar acafezado do fundo da chávena, até me deixarem beber um café a sério. Ainda hoje, se passo numa rua e sinto o aroma reconfortante, procuro o triângulo. É Delta? Sinto-me convidada a entrar, sentar e apreciar as vidas de cada mesa, de cada banco do balcão, enquanto faço render o tempo precioso que dura a pausa deliciosa da rotação da colher na chávena do meu Delta.
E é como se voltasse ao Café Anadia, ao colo do meu pai, no tempo em que os aromas, as imagens, os sons e as pessoas deixavam uma marca especial na nossa alma.
Desde pequena, ao colo e depois pela mão do meu pai, que ir ao café era um momento bom: os cheiros do café a ser moído, juntamente com o do tabaco de cachimbo, da aguardente velhíssima, do pão acabado de sair do forno, dos pastéis e do papel de jornal e, com alguma sorte, de um chocolate que me era dado, perduram até hoje na minha colecção de memórias boas. Ir ao café era, para mim, ir ao Café Anadia, bem no centro da praça do município com o mesmo nome. Ponto de encontro dos homens que jogavam às cartas ou às damas e conversavam de futebol ou de temas graves e sérios que eu não entendia, das senhoras que falavam de modas e cantores, da última novidade da televisão ou teciam histórias com personagens da terra. Era onde se registava o Totobola e se comprava a Lotaria. Era onde se sabia da vida que acontecia nos meandros da vila e arredores…
E o café era o do triângulo. Eu ainda não sabia o que eram triângulos, mas a imagem ficou gravada na minha cabeça como o símbolo de café, bom café, que eu sempre quis provar, roubando à socapa a colherinha para aproveitar o restinho de açúcar acafezado do fundo da chávena, até me deixarem beber um café a sério. Ainda hoje, se passo numa rua e sinto o aroma reconfortante, procuro o triângulo. É Delta? Sinto-me convidada a entrar, sentar e apreciar as vidas de cada mesa, de cada banco do balcão, enquanto faço render o tempo precioso que dura a pausa deliciosa da rotação da colher na chávena do meu Delta.
E é como se voltasse ao Café Anadia, ao colo do meu pai, no tempo em que os aromas, as imagens, os sons e as pessoas deixavam uma marca especial na nossa alma.
domingo, 11 de agosto de 2019
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Seguidores
tiempo


























